6.3.10
Carlito Azevedo + Walter Gam
Meus caros, este post – este convite – foi publicado em cima da hora, mas seguem um trecho de "Por trás do óculos abaulados", poema de Carlito Azevedo (dedicado a Walter Gam), que está em Monodrama (Rio de Janeiro: 7Letras, 2009), e um poema sem título do Ambiente, (São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7Letras, 2009 – Coleção Ás de Colete), de Walter Gam, livros que serão lançados, hoje, às 11h, na Livraria Scriptum:
[...]
A busca de meu próprio rosto no alfabeto
azul-ozônio que subia, livre, tatuado,
braço acima e céu acima, até a praia de flamingos
de um colo nu, órbita de
miçangas lunares, sublunares.
*
Não há resposta, camponês, nunca houve
em céu algum, vida alguma, isso de respostas,
só a veemência de uns espelhos.
*
E assim, enquanto avançam as horas no relógio de Júlio de
[Abreu
e ficavam para trás todos os sorrisos ("e esquilos brincavam
nesses sorrisos somo se sobre ramas" sussurrava
uma voz volátil),
dentro do taxi,
no fundo do coração, disparado,
seguia comigo
o rosto de Marília.
[Fragmento do poema "Por trás dos óculos abaulados", de Carlito Azevedo]
________________________________________________
A PASSAGEM escondida
pelo desgaste
exercita a perda
ignora a ordem
das retículas contra
o corpo
se deslocando
estendida numa
experiência
áudio andança
você inverte a situação
pra que escolhesse um dos:
dois pontos
o ar ou através
[Walter Gam]
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